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Big Data para o mercado de seguros: como explorar?

Não é de hoje que o termo Big Data vem ganhando popularidade. Primeiro, ele se destacou entre os profissionais de tecnologia, impressionando por ser uma ferramenta com potencial sem limites. Agora, ele vem sendo abordado e usado por outros setores. Afinal, é uma das ferramentas de transformação digital.

O mercado de seguros está seguindo a tendência e cada vez mais aposta em tecnologia para seguros. Isso porque as novas metodologias, a exemplo da análise de grandes volumes de dados, geram inteligência e pautam novas estratégias nas empresas.

 Mas, afinal, qual é o conceito de Big Data? Como ele se relaciona com as APIs? Será que a ferramenta tem potencial para mudar toda a cadeia de seguros? Este artigo irá ajudá-lo na busca dessas respostas. Boa leitura!

Big Data: entenda o conceito

Essa é a tecnologia que permite a coleta, o tratamento e a análise de dados com grande volume, rápida velocidade, variedade imensa e maior veracidade. Ao combiná-los com algoritmos, é possível transformar dados em informações relevantes. Por sua vez, elas orientam tomadas de decisão, pautam novas estratégias e dão origem a novos negócios. Tudo isso em tempo real!

Então, os dados dos usuários estão expostos e podem ser trabalhados pelas empresas do jeito que elas quiserem? Não exatamente. Isso porque o Big Data permite extrair dados relacionados às atividades dos usuários, sem ter acesso a qualquer dado pessoal.

Desse modo, a ferramenta é amplamente usada para efetuar previsões com base em hábitos de consumo, por exemplo. O Google explora a ferramenta: ele utiliza o histórico de pesquisa e transações dos usuários, para oferecer serviços melhores, ou seja, que melhor se adequam ao perfil de cada um.

Veja os principais benefícios para o mercado de seguros:

  • Produtos e serviços mais personalizados;
  • Possibilidade de implantar políticas de prevenção;
  • Melhor acesso ao seguro;
  • Maior satisfação do cliente.

Como explorar os dados coletados por meio do Big Data?

A partir da análise dos dados, é possível obter insights que ajudam as empresas a compreender o comportamento do consumidor. Esse conhecimento auxilia na revisão e reestruturação das estratégias de marketing e relacionamento, por exemplo, levando a empresa a melhorar os resultados.

Com o uso da tecnologia para seguros, esse movimento já acontece no setor. A coleta, o cruzamento e a organização dos dados de diferentes fontes já ajudam seguradoras a definir um preço adequado para uma apólice ou fazer uma análise de riscos mais precisa.

O uso inteligente dos dados estruturados permite que o mercado de seguros explore novas possibilidades e seja muito mais estratégico. É possível:

  • Desenvolver produtos conectados;
  • Melhorar o monitoramento de redes e canais de comunicação;
  • Diminuir o risco de fraude;
  • Aumentar a produtividade;
  • Prever problemas operacionais.

O Big Data também facilita a integração dos vários tipos de seguros. Com o uso dos dados estruturados, a tendência é que ofertas e tecnologias conversem mais entre si, permitindo que seguradoras tenham uma visão integrada do cliente para oferecer, de fato, o que ele precisa.

De que forma os dados podem ser coletados e utilizados?

Para que seja possível ter os dados acessíveis e usá-los na criação de novas estratégias, eles são coletados, armazenados e interpretados por sistemas de altíssimo desempenho.

Basicamente, a coleta deve ser feita em etapas. Veja quais são elas:

  1. Extração de dados;
  2. Limpeza dos dados;
  3. Mineração de dados;
  4. Análise de conteúdo;
  5. Visualização das informações;
  6. Integração de dados.

Conheça as aplicações

No mercado de seguros, as empresas também usam a ferramenta. Quer um exemplo?

Ao preencher uma proposta de seguro auto, o cliente fornece informações que permitem à seguradora montar o perfil dele, que indica o risco/tendência de sofrer sinistros. Para captar mais dados e complementar o perfil do consumidor, a seguradora pode usar os dados do aplicativo distribuído para a base de clientes.

A partir daí, é possível conhecer o estilo de direção do motorista, sabendo como ele conduz quanto à aceleração, frenagem, velocidade, ângulo de curva e outros pontos.

Ou seja, a seguradora ganha condições de aprimorar a seleção do risco e desenvolver modelos matemáticos para definir um valor do seguro personalizado. A precificação passa a ser de acordo com o perfil de risco da pessoa, e não com a sua faixa etária como acontece hoje.

Qual a relação entre Big Data e APIs?

O uso do boom de dados como metodologia de inteligência de negócio é possível graças ao suporte de outras ferramentas, como as APIs. São elas as responsáveis pela conectividade, ou seja, por flexibilizar a troca de informações.

As APIs têm um papel fundamental porque a maioria dos dados gerados trafega por elas. Portanto, somente com o suporte das integrações é possível extrair o melhor do enorme volume de dados gerados por máquinas e usuários.

Casos de sucesso

Seguindo a tendência, para participar da transformação digital e otimizar seus resultados, seguradoras vêm testando modelos baseados na coleta e análise de dados para aprimorar sua precificação.

A HDI Seguros, por exemplo, tem 25 matemáticos que trabalham estudando algoritmos e calculando os riscos de cada proposta feita pela empresa para novos

segurados.

Baseada em perfil de consumo, a Metromile, startup nascida nos Estados Unidos, não só vende seguros de viagem on-line como propõe que o cliente pague somente pela distância percorrida. Recentemente, a empresa recebeu um investimento de pouco mais de US $ 100 milhões de fundos de venture capital.

Quer saber mais sobre a tecnologia para seguros? Acompanhe as próximas publicações do Trends.