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Confira dicas para atrair e reter os melhores talentos na sua empresa

Atrair os melhores talentos e conseguir mantê-los na empresa é sempre uma tarefa desafiadora. No sistema financeiro, essa missão se torna ainda mais complexa se levar em conta que bancos e fintechs precisam encontrar formas de satisfazer uma nova geração que se afasta cada vez mais da curva tradicional do mercado.

Os novos profissionais já trazem uma rica bagagem tecnológica para o mercado, mas buscam mais do que a flexibilidade no trabalho e uma empresa de renome em seus currículos. Eles querem qualidade de vida e serem reconhecidos pelo que fazem, o que exige abordagens diferenciadas na conquista da fidelização dentro da empresa.

Mas como um banco ou fintech pode mostrar que é merecedor da confiança desses potenciais colaboradores? Neste artigo, você vai ver algumas dicas para conquistar e reter os profissionais ideais para a sua empresa!

Quem é a nova geração de melhores talentos?

Uma empresa que deseja atrair os melhores talentos precisa conhecer quem são eles. Cada geração tem um perfil diferenciado e os novos profissionais que chegam ao mercado atualmente têm novas metas e ambições.

O reconhecimento e a qualidade de vida passam a ser prioridades no trabalho. É uma geração que canaliza a necessidade de se sentir parte de algo e fazer a diferença dentro da corporação, trazendo inovações como uma estratégia de APIs. É uma geração que quer ver seus esforços gerarem frutos sem se sentirem inferiores dentro de uma hierarquia.

Esse perfil está longe de se encaixar nos padrões do sistema financeiro, tendo dificuldades para se conectar aos objetivos corporativos do setor. Eles ainda querem empresas que tenham tecnologias para otimizar o trabalho, com soluções como os chatbots no atendimento ao cliente.

Porém, se os profissionais conhecem o próprio valor, entendem que não precisam se adequar aos modelos corporativos tradicionais. Eles podem buscar empresas que proporcionem um ambiente de trabalho alinhado com suas aspirações.

Compreendendo o foco do problema

Empresas ligadas ao sistema financeiro representam ambientes limitados ao antigo padrão de atuação, com hierarquias que definem as metas a serem alcançadas. Enquanto os bancos se encaixam em um perfil mais tradicional de atuação, as fintechs têm a vantagem de terem modelos mais dinâmicos, relacionados à inclusão de tecnologia.

O problema para atrair e reter os melhores talentos está ligado à falta de habilidade para manter os times engajados e satisfeitos com suas atividades. Isso inclui a falta de tecnologias para otimizar o trabalho e de propostas motivacionais.

Em empresas do sistema financeiro, há uma tendência de definir as metas profissionais em torno de promoções de posição de trabalho e conquistas de aumento salarial — oportunidades que inclusive demoram a surgir.

O resultado é a eventual falta de comprometimento e motivação da equipe. Ou mesmo um ambiente de competição em que o foco se perde da entrega de resultados para o cliente em um jogo de poder que busca escassas oportunidades de promoção ou bonificação.

Em linhas gerais, falta um alinhamento conciso entre os objetivos dos colaboradores, da empresa e dos clientes. É um modelo que não funciona mais, já sendo possível adotar várias medidas para revitalizar o espírito de equipe e restabelecer a motivação.

Para os melhores talentos do mercado, agora o foco está em ambientes com investimento em transformação digital e esforço coletivo, sem hierarquias e com espírito de cooperação. Então é preciso reinventar os modelos de atuação para celebrar tanto a individualidade e os esforços de cada colaborador quanto as conquistas como parte da equipe.

Métodos ágeis: a resposta para equipes engajadas e produtivas

Métodos ágeis são aqueles em que os times desenvolvem estratégias para facilitar o trabalho e a produtividade, principalmente em projetos de longa duração. Eles ajudam a dar clareza na execução, estabelecendo etapas para entregas parciais simplificadas.

Os melhores talentos podem ser ainda mais bem aproveitados, proporcionando um trabalho de mais qualidade. Com origem no desenvolvimento de software, é um formato que se adapta bem em vários nichos de mercado, sendo interessante também nas empresas de sistema financeiro.

Uma das grandes diferenças para os métodos tradicionais é que, no Agile, a equipe ganha mais autonomia para realizar suas tarefas da forma como achar mais viável. Não há uma figura superior controlando cada etapa dos processos em um movimento constante.

Empoderar os colaboradores, permitindo que eles desenvolvam suas próprias técnicas de trabalho, é uma forma de inspirar confiança nas equipes. Mais do que isso, também permite que eles encontrem as maneiras mais práticas e eficazes de darem velocidade às entregas, principalmente quando envolvem soluções de tecnologia.

Sem uma hierarquia definida de fato, a busca por resultados se justifica no coletivismo. Todos ganham ou todos perdem. A empresa pode, por exemplo, estabelecer bonificações para a equipe em si, determinando o nível de esforço individual no todo.

Logo, os Métodos Ágeis são uma maneira interessante para os bancos se reinventarem e manterem os melhores talentos satisfeitos com a forma de trabalho. Com isso, é possível aumentar a atração desses profissionais nas empresas financeiras.

Dicas para aplicar o Agile no trabalho da equipe

Cada pessoa funciona de uma maneira diferente, então faz sentido que cada indivíduo encontre uma forma específica de trabalhar com mais eficiência. Aqui, estamos falando de várias práticas que podem melhorar o fluxo das entregas no sistema financeiro, a motivação e a produtividade.

Os métodos ágeis permitem que a equipe se torne dinâmica conforme seus próprios perfis, habilidades e características. Ao adotar o Agile, a ideia é excluir as principais restrições à produtividade. Algumas ações que podem facilitar que seus colaboradores se adaptem a um processo personalizado são:

1- Horários flexíveis

O próprio colaborador pode se organizar com os horários, desde que consiga entregar as tarefas no prazo estipulado. Os melhores talentos são atraídos pela qualidade de vida no trabalho, sem terem que estender seus horários, serem punidos por atrasos na jornada fixa ou obrigados a trabalhar em feriados, entre outros cenários.

Eles entendem a importância e a responsabilidade que uma maior liberdade traz. Quando um cliente exige mais esforço para captar e compreender as demandas, o profissional sabe que precisará se dedicar em reuniões mais longas, por exemplo. Ao mesmo tempo, tecnologias como o PIX favorecem a entrega das demandas.

Desde que o colaborador se atente às metas e siga os códigos de conduta da organização, a jornada de trabalho não deve ser uma limitação.

2- Trabalho remoto

Além de fazer o próprio horário, o home office também virou tendência no mercado de trabalho. Mesmo no sistema financeiro, os colaboradores não precisam ir ao escritório diariamente sem necessidade se podem desenvolver suas atividades em casa.

Tecnologias modernas já trazem versões com mobilidade para acesso a distância. Além de permitir mais tempo para o trabalho, isso também permite reduzir custos com locomoção e o indivíduo poupa esforços para o que realmente importa: a produtividade em si.

3- Cooperativismo entre colegas

Outro ponto de atenção é o espírito de coletividade. Por que incitar a competitividade se um colaborador pode ajudar o colega que tem dúvidas? Empresas que incentivam a colaboração conseguem alcançar melhores resultados pelo trabalho em conjunto, pois o conhecimento se torna compartilhado.

4- Liberdade de expressão

Também é de extremo valor para as companhias quando todos podem compartilhar ideias e sugestões. Nesse sentido, a despolarização de poder hierárquico cria um ambiente em que os colaboradores se sentem mais à vontade para se expressarem e apresentarem ideias. A comunicação no sistema financeiro deve ser clara, transparente e polivalente.

No geral, a nova geração de profissionais quer mostrar seu potencial em oportunidades com flexibilidade e valorização do trabalho. Bancos e fintechs precisam abandonar ambientes limitadores e expandirem seus modelos para empoderar os colaboradores com mais controle, dando-lhes a oportunidade de explorar o espírito empreendedor.

Proporcionar um modelo de trabalho com experiências positivas é o caminho para tornar a equipe mais produtiva, fiel à empresa e apaixonada pelo que faz. Quer uma forma melhor de atrair e reter os melhores talentos

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