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REST: tudo o que um desenvolvedor de API precisa saber

Em um cenário altamente impactado pelo amplo uso das tecnologias disruptivas e pelo avanço da transformação digital, quem trabalha com desenvolvimento web precisa buscar, constantemente, novas ferramentas para incorporar nos projetos. São elas que permitem simplificar processos, como as integrações, e otimizar o desempenho dos sistemas.

A boa notícia é que o mercado tem uma série de opções: desde ferramentas para acesso simples a bancos de dados até linguagens como JSON e GraphQL.Todas trazem recursos e funcionalidades que prometem facilitar o desenvolvimento de projetos. 

A construção de uma API, por exemplo, pode se tornar menos complexa com o uso das ferramentas certas, garantindo a integração e a interoperabilidade entre usuários e aplicações. O REST é uma das representações padronizadas que veio para simplificar essa interação. 

Quer conhecer o conceito do REST e entender porque ele já é usado como uma alternativa ao SOAP? Continue lendo esse artigo!

1. O que é REST? E qual a diferença para RESTful?

REST é a abreviação de Representational State Transfer. Na prática, o REST é um conjunto de princípios, restrições e regras usadas na criação de serviços web com interfaces bem definidas. É o REST que permite a comunicação entre aplicações, por exemplo.  

Se o REST diz respeito a um conjunto de princípios de arquitetura web, o RESTful vai além. Trata-se, sobretudo, da capacidade de um sistema aplicar esses princípios de REST, garantindo a interoperabilidade entre sistemas. 

Ou seja, a API RESTful se diferencia da REST por permitir o desenvolvimento de funcionalidades de maneira independente, sem relação direta com as interfaces gráficas. Basicamente, o diferencial é que com o modelo RESTful o desenvolvedor pode definir o mesmo conjunto de regras de negócios para vários dispositivos.

2. Como o REST funciona?

O método REST surgiu com o propósito de dar sentido às requisições HTTP, simplificando-as. Como assim? Para entender melhor, considere os exemplos de requisições abaixo:  


  • GET http://www.siteexemplo.com/usuarios
  • DELETE http://www.siteexemplo.com/usuarios/maria
  • POST http://www.siteexemplo.com/usuarios – data {nome: Joao}

O primeiro exemplo indica que é preciso pegar (GET) todos os usuários do site, gerando uma lista de todos os usuários que estão cadastrados no sistema/site. Enquanto isso, a segunda requisição sinaliza que é preciso apagar (DELETE) a usuária Maria. Já no último exemplo, o método POST é usado para enviar dados extras, cadastrando um novo usuário, o João.

Esses exemplos ilustram com perfeição a estrutura do REST e o modo como funciona. As requisições têm uma representação padronizada, que usa verbos específicos para URLs específicas. Isto é, o REST simplifica o modo como o desenvolvedor expressa o que deseja fazer ao acessar um determinado endereço.

3. Quais as suas principais aplicações? 

As possibilidades de uso do REST são muitas. Porém, existem alguns casos e situações nas quais ele funciona muito bem. Veja:

Limitação de recursos e de largura de banda: como a abordagem REST usa o padrão de chamadas GET, PUT, POST e DELETE e aceita objetos XMLHttpRequest (a base do AJAX), ele é um modelo altamente flexível. A estrutura de retorno pode ser definida em qualquer formato, sendo compatível com qualquer navegador.

Situações que pedem cache: se os dados podem ser armazenados em cache, por conta da operação stateless do REST, o modelo pode ser usado atendendo perfeitamente à demanda. 

Operações sem-estado: se uma operação precisa ser contínua, o REST não é o modelo mais indicado. Porém, se forem requisitadas operações de CRUD stateless (Criar, Ler, Atualizar e Excluir), o REST é a melhor opção para o desenvolvedor.

 4. REST x SOAP: quais as diferenças?

 O REST e o SOAP são os protocolos mais usados atualmente pelos web serviços. Enquanto o primeiro se destaca pela simplicidade e pela flexibilidade, uma vez que pode ser adotado em praticamente qualquer cliente ou servidor com suporte a HTTP/HTTPS, o SOAP (Simple Object Access Protocol) não deixa de ser uma alternativa para os desenvolvedores. 

 Baseado em XML, o SOAP traz também algumas vantagens:


  1. Define o conteúdo da mensagem e o modo correto de processá-la; 
  2. Tem um conjunto de regras de codificação para os tipos de dados;
  3. Possui um layout padrão para os procedimentos de chamadas e respostas.
  4. Permite o envio via HTTP/HTTPS, por exemplo, levando à execução de uma RPC (Remote Procedure Call), devolvendo as informações em um XML formatado.

Como o REST usa somente HTTP/HTTPS, o SOAP se destaca pelo método de transporte "genérico", já que utiliza vários, desde SMTP até JMS (Java Messaging Service). Contudo, uma desvantagem do SOAP é o uso de XML que, por ser mais complexo, exige mais tempo para análise do resultado retornado.

Vale lembrar que com a versão SOAP v 1.2, o protocolo teve muitas falhas corrigidas que facilitaram o seu uso. 

Ambos os protocolos podem ser usados pelos desenvolvedores para uma série de aplicações diferentes. Eles podem, inclusive, ser combinados em um único projeto. A abordagem em modelos de arquiteturais do REST pode ser mesclada com o padrão da industrial do SOAP, que tem com protocolos e regras bem definidas. 

5. Onde e como aprender sobre REST?

Depois de conhecer o conceito e as aplicações do REST, o próximo passo é aprender mais sobre. Confira, a seguir, cursos on-line que podem ajudá-lo nessa jornada em busca de conhecimento: 

O que é REST?: quer clarear o conceito em sua mente para somente então avançar e aprender mais sobre o protocolo? Comece por esse curso de 3 horas/aula. Simples e objetivo, o curso apresenta o que, de fato, que interessa o desenvolvedor.

Entendendo e documentando REST e RESTful: esse curso on-line irá apresentar conceitos e o modelo de maturidade do RESTful. Dá amostras de como desenvolver com o cURL e o Media Types para construir uma API RESTful. As técnicas de Cache para páginas Web e a documentação de interface de integração com o Swagger são outros tópicos do curso.

 Incorporando Analytics com a API REST: ensina como alavancar diferentes APIs usando endpoints REST. Ao aprender como incorporar dossiês em páginas da web com a biblioteca da Embedding API, é possível manipular objetos de dados de um aplicativo personalizado e ainda enviar as informações para um cubo de dados usando um código gerado pela API Push.

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