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Guia completo do uso de APIs no ecossistema de seguros

Fala-se muito hoje de APIs, as Interfaces de Programação de Aplicativos. Cada vez mais usadas pelos desenvolvedores de sistemas do setor de seguros, elas proporcionam a integração entre diferentes aplicações. 

Neste contexto, o uso de um ecossistema de APIs é indispensável. Isso porque esse tipo de interface de aplicação torna possível entregar para os clientes muito mais do que eles esperam. A verdade é que o valor das APIs é gigantesco! 

Ainda mais para o ecossistema de seguros, conhecido por adotar novas tecnologias de maneira tardia. Quer conhecer a importância das APIs para este setor? Então não deixe de ler este super post.

O que são APIs?

As APIs permitem que desenvolvedores de software e aplicativos conectem tecnologias distintas, como bancos de dados diferentes. Essas interfaces são como pontes, conectando diversas aplicações, que podem ser utilizadas para os mais diversos tipos de negócios, em diferentes mercados e independentemente do porte da empresa.

Elas podem ser divididas em abertas ou privadas. As abertas são de uso gratuito ou limitados a um determinado número de acessos, enquanto as privadas são desenvolvidas para uso exclusivo das empresas.

Existem vários serviços que disponibilizam seus códigos para uso em outros sites. O Google Maps pode ser considerado o exemplo mais claro de API aberta: diferentes páginas ao redor do mundo fazem uso de seus recursos, adaptando o código original às suas próprias necessidades.

As APIs são consideradas a chave do processo de transformação digital. E essas inovações também estão permitindo que a disrupção chegue às seguradoras por meio do Open Insurance. Conservador, sujeito a fraudes e extremamente regulado, este é sem dúvida um dos mercados em que as práticas de inovação aberta mais surpreendem. 

A relevância das APIs para o Open Insurance 

Termo emergente na indústria de seguros, o Open Insurance se refere ao fornecimento de serviços e dados a parceiros, comunidades e startups, com o objetivo de criar novos serviços, aplicativos e modelos de negócios inovadores e disruptivos.

Já do ponto de vista técnico, o conceito principal do Open Insurance vem da combinação de arquiteturas de API inseridas em aplicativos de seguros.

Nesse contexto, o acesso às APIs permite o compartilhamento de dados entre diferentes seguradoras, corretoras, distribuidoras, startups, bancos, insurtechs (startups de seguros baseados em tecnologia, inspirados no modelo fintech) e outras organizações.

Esse novo conceito faz parte do movimento tecnológico que hoje está inserido em diferentes momentos da nova jornada do consumidor de seguros. Na prática, ao adotar APIs, o ecossistema de seguros pode experimentar, colaborar e alavancar facilmente soluções inovadoras e modelos de negócios desenvolvidos pelas insurtechs.  

Elas também podem conectar seguradoras com legiões de clientes e muitos parceiros. A empresa de pesquisa Celent acredita que as seguradoras que não conseguirem criar APIs em suas plataformas não serão competitivas em cinco anos.

Um ótimo caso de startup que já faz uso das estratégias do Open Insurance é a Lemonade. Criada nos Estados Unidos para ser uma seguradora digital, a empresa visa tornar as práticas que envolvem o mercado de seguros tão simples e conectadas quanto assistir a um filme em um aplicativo de streaming.

No final do ano passado, a jovem seguradora lançou sua API pública, que permite a qualquer empresa oferecer seguros em um aplicativo, a partir da interface por ela desenvolvida.

O valor das APIs nos negócios 

As organizações estão atentas para a importância de usar APIs de integração, contudo não sabem como montar um roteiro ou estratégia de APIs que gere valor para os negócios.

Por isso, muitas vezes, o uso de uma API acaba gerando frustração. Sem ter clareza sobre a importância de construir uma estratégia de APIs, muitas empresas elaboram e executam planos sem uma reflexão cuidadosa. Acontece que, para ser bem sucedida, essa implantação requer investimento de tempo e recursos.

Uma estratégia de APIs bem sucedida requer um investimento expressivo de tempo e recursos, sendo que pode ser dividida em 4 etapas. Cada uma delas apresenta uma série de conceitos e fundamentos empresariais e tecnológicos, que podem servir de apoio para que as organizações consigam superar os desafios da jornada de integração de sistemas. 

Essas etapas são:

  • Estabelecer uma estratégia digital;
  • Alinhar organização e cultura;
  • Avaliar, construir e implantar tecnologia de suporte;
  • Envolver seu ecossistema.

E como desenvolver, de fato, uma estratégia de APIs? São 3 os passos essenciais:  

1. Divulgar documentação atualizada, precisa e fácil de entender: Esse é um pré-requisito para o sucesso de cada API e da sua estratégia. A documentação precisa ter um alto nível, sendo atualizada sempre. 

2. Acompanhar o sucesso da estratégia: Muitas empresas buscam métricas, como número de desenvolvedores ou número de chamadas de API. Contudo, o ideal é ir além: é preciso usar esses indicadores para fazer uma combinação de métricas de sucesso nos negócios. Existem 3 indicadores importantes: Métricas de receita, operacionais e do desenvolvedor.

3. Construir uma comunidade de desenvolvedores forte e envolvente: Em uma estratégia de API, o cliente é o desenvolvedor. Por isso, as empresas que mantêm plataformas precisam capacitar os desenvolvedores para que eles continuem usando suas APIs.

Benefícios da utilização das APIs

Quais são os benefícios comerciais das APIs? No topo da lista estão grandes melhorias de processo, maior eficiência e inovação mais rápida. O ecossistema de seguros tem usado APIs para se tornar mais ágil, reduzir o tempo de entrada no mercado e melhorar seus serviços. 

As seguradoras são mais capazes de colaborar com parceiros e inscrever novos clientes. Iniciativas de negócios que no passado levavam até 24 meses para serem lançadas agora podem ser implementadas em semanas. Outros benefícios:

  • Automação: Com APIs, computadores, ao invés de pessoas, podem gerenciar o trabalho. É possível atualizar os fluxos de trabalho para torná-los mais rápidos e produtivos;
  • Integração: As APIs permitem que um conteúdo seja incorporado de qualquer site ou aplicativo com mais facilidade. Isso garante uma entrega de informações mais fluida e uma experiência do usuário integrada;
  • Adaptação: As necessidades mudam com o tempo e as APIs ajudam a antecipar mudanças. Ao trabalhar com essa tecnologia, a migração de dados é melhor suportada e as informações são revisadas mais de perto. Resumindo, as APIs tornam o fornecimento de serviços mais flexível.

Políticas de APIs

A questão é que não adianta nada contar com diversas APIs se elas não são organizadas, virando uma verdadeira bagunça. É aí que entra a importância de se ter políticas de APIs.

Ao conhecer e definir as políticas em APIs, é possível manter tudo sob controle e obter outras vantagens como, por exemplo, maior segurança e escalabilidade. As políticas em APIs funcionam como elementos responsáveis pela criação de uma função limitada. Colocando-as em prática é possível orientar os consumidores da API para que usem a infraestrutura de maneira mais consciente. 

Atualmente, no ecossistema de seguros, já existem muitas variações das políticas de APIs. Com a política de gerenciamento de tráfego, por exemplo, é possível ativar e impor partes das suas políticas de API, o que ajuda a impedir possíveis ciberataques.

Quando se mantêm as políticas de API separadas, é possível garantir o controle sobre o desempenho e a entrega delas. Ou seja, focar esforços nesta definição é a melhor maneira de proteger as interfaces e viabilizar futuras implantações.

E contar com um programa de gerenciamento de APIs é uma ótima maneira de ter certeza de que os ciclos de vida das políticas definidas são bem administradas. Conheça mais sobre o tema no próximo tópico.  

A importância do gerenciamento de APIs  

Basicamente, o gerenciamento de API é a supervisão das interfaces de programação de aplicativos em um ambiente seguro e escalável. Por meio dele, as organizações do setor de seguros que utilizam uma API conseguem garantir que as demandas dos desenvolvedores sejam atendidas.

Para viabilizar a integração de sistemas e garantir que as APIs sejam usadas de maneira adequada, o sistema de gerenciamento de API é fundamental. Isso porque garante documentação completa, níveis mais altos de segurança, testes abrangentes, controle de versão de rotina e alta confiabilidade. 

Ou seja, atende a todos os requisitos essenciais para os projetos baseados em software que usam API de integração.

O gerenciamento de API é a melhor estratégia para administrar, proteger, mediar, analisar e expandir um programa de API. E, para ter um gerenciamento assertivo, o ideal é usar as melhores práticas e contar com uma solução que seja capaz de apresentar o ciclo de vida do uso da API. 

Desse modo, é possível garantir um acesso simples e fácil aos dados corporativos e contribuir para a otimização da criação de aplicativos e da integração de sistemas. A partir do gerenciamento também é possível cuidar do monitoramento, evitando armadilhas. Falaremos mais sobre o assunto a seguir.

Por que monitorar as APIs?

Quando uma API falha e interrompe o desempenho ou a experiência do usuário em seu site, essa falha reflete em sua empresa - até porque o cliente não se importa em saber quem é o culpado. E, dependendo de quão crítica essa API é para um processo de transação, essa falha pode impactar seus resultados financeiros imediatamente.

Por exemplo, se um componente-chave do processo de checkout em seu site for uma pesquisa baseada em localização e você contar com uma API de terceiros para fornecer a pesquisa por local. Quando essa API não funcionar corretamente, seus clientes em potencial não poderão efetuar o checkout com sucesso.

Ou imagine que você desenvolveu um aplicativo que requer autenticação de uma plataforma de mídia social. Se a API da plataforma de mídia social cair, seus usuários podem não conseguir fazer login em seu sistema.

Para que isso não aconteça, é muito importante monitorar as APIs utilizadas e fazer constantemente diversos tipos de testes: 

  • Disponibilidade: Os endpoints da APIs estão ativos? Retornam erros?
  • Tempo de resposta: Com que rapidez as API retornam respostas? O tempo de resposta diminui com o tempo? O tempo de resposta é pior na produção do que na pré-produção?
  • Validação de dados: As APs retornam os dados corretos no formato certo?
  • Processos de várias etapas: É possível salvar e reutilizar uma variável das APIs com êxito? A autenticação funciona conforme o esperado? É possível completar uma transação com dados das APIs?

Para manter o controle sobre as APIs consumidas é importante monitorar a disponibilidade, funcionalidade, velocidade e desempenho. Se você sabe que tem uma API que não era confiável no passado e não a monitora ativamente, as chances de problemas aparecerem é bem grande.

E você já pensou que a raiz dos problemas pode estar em uma documentação ruim?

Boas práticas para criar uma documentação de APIs

A documentação da API é uma entrega de conteúdo técnico, contendo instruções sobre como usar e integrar com eficácia uma API. É um manual de referência conciso contendo todas as informações necessárias para trabalhar com a API, com detalhes sobre as funções, classes, tipos de retorno, argumentos e muito mais, com suporte de tutoriais e exemplos. A documentação da API tradicionalmente é feita como um conteúdo de texto.

Uma boa documentação inclui muitos pontos, como um guia de início rápido, tutoriais e documentação interativa para que os desenvolvedores possam experimentar as APIs. Existem muitas ferramentas disponíveis para gerar e manter a documentação da API. 

A documentação deve fornecer um exemplo de cada chamada, 

parâmetro e respostas para cada chamada. Deve incluir amostras de código para linguagens comumente usadas, como Java, JavaScript, PHP e Python. 

Precisa também fornecer uma explicação para cada solicitação de API e exemplos de mensagens de erro. Também é importante que a documentação seja ativamente mantida e sempre atualizada.

 Conheça o Marketplace de APIs da GR1D 

O desenvolvimento de um aplicativo ou sistema que apoie o ecossistema de seguros é um projeto complexo, que requer uma série de cuidados a começar pela estabilidade e segurança. Além disso, ganhar velocidade na criação também é fundamental.

Foi para resolver questões como essa que a GR1D nasceu, há pouco mais de um ano. A empresa atua como um marketplace de APIs focadas na construção de aplicações para o setor de seguros. 

Sua proposta é oferecer um marketplace que agilize a busca de qualquer API necessária para sistemas de seguradoras. A finalidade é garantir mais assertividade na escolha. 

Por isso contar com as soluções do marketplace da GR1D tem tantos benefícios. Ao usar APIs disponíveis na plataforma, os desenvolvedores têm a certeza de que estão consumindo interfaces de aplicações testadas, que têm alta eficácia e a documentação completa. A curadoria feita pela GR1D minimiza as chances de falha e otimiza a integração, acelerando a conclusão do projeto. 

Sempre que o cliente busca uma das APIs da GR1D ele tem a certeza de que a solução é confiável. Com isso, o desenvolvimento do aplicativo ganha velocidade e qualidade, oferecendo uma experiência única ao usuário.

4 APIs essenciais ao ecossistema de seguros

Faz toda a diferença usar soluções tecnológicas de ponta na construção de aplicativos e sistemas para os usuários. Até porque a boa performance da empresa depende de disponibilidade, acessibilidade e segurança. 

A partir deste desafio é preciso ter acesso aos recursos certos para gerar valor e levar mais eficiência às operações digitais. No desenvolvimento de aplicativos, por exemplo, contar com a APIs validadas é fundamental.

Conheça, abaixo, alguns exemplos de APIs essenciais ao seu negócio:

1- RG

A RG é a API perfeita para automatizar o reconhecimento de dados dos clientes por meio da digitalização de documentos. Em procedimento digital, simples e seguro, o usuário envia uma foto do seu RG.

A partir daí, a API faz a extração de dados pela captura de imagem. Ou seja, a interface de aplicação torna o processo rápido e seguro, garantindo redução de custos. Afinal, se feito manualmente seria mais caro e demorado. 

2- Big Boost

Depois de ter as informações incluídas no sistema, com a API RG, o próximo passo é enriquecer os dados recebidos. Por isso a Big Boost é uma das APIs mais importantes.

Na prática, ela entra em cena para capturar, organizar e entregar todos os dados sobre o usuário cadastrado disponíveis na internet. 

Seja pessoa física, seja pessoa jurídica, a API fornece dados básicos e conjuntos de informação exclusivos, atendendo às diferentes demandas de dados. Usando a Big Boost é possível obter:

  • Dados Cadastrais; 
  • Dados de Contato; 
  • Regulamentação;
  • Compliance; 
  • Perfil;
  • Comportamento. 

Com mais de 30 conjuntos de dados e 1 mil atributos de pessoas e empresas, é perfeita para acelerar o processo de vendas de seguros dentro do aplicativo. Isso porque fornece mais informações sobre um cliente e permite verificar os dados com segurança e agilidade.

Na prática, com o enriquecimento de dados, a seguradora pode saber se o cliente possui imóvel próprio. Caso positivo é possível oferecer um seguro residencial. 

Ou seja, a Big Boost permite identificar o que a pessoa tem e o que ela potencialmente precisa, para oferecer a solução certa. Cada informação pode gerar uma oportunidade de venda! 

3- Residencial

Sabendo que o cliente tem uma casa própria e precisa de um seguro, a API permite a cotação e contratação do Produto Assistência Residencial.

Ao construir um aplicativo e usar a API Residencial, o sistema identifica várias ofertas de parceiros que oferecem seguro residencial e apresenta 10 propostas para o usuário. Assim, ele pode escolher a melhor opção. 

Os seguros residenciais oferecem diversos serviços para o usuário:

  • Manutenção geral
  • Chaveiro
  • Mão de obra hidráulica e elétrica
  • Vidraceiro
  • Limpeza emergencial de residência
  • Vigilância

4- Viagem

Se no enriquecimento de dados o aplicativo identifica que o usuário é um viajante frequente, a solução mais indicada é um seguro viagem.

Para ofertar essa modalidade, a GR1D oferece duas APIs que podem simplificar muito o processo. 

A API da Assist Card permite oferecer o seguro viagem com cobertura para diversas ocorrências, como despesas médicas, hospitalares e odontológicas, atraso de voo, acidentes, perda de bagagem, entre outras. Com suporte em mais de 190 países, 24 horas por dia, 365 dias do ano.

Seguindo a mesma proposta, a API da Travel Ace também facilita a oferta de seguros viagem dentro do aplicativo. Assim, o turista tem a tranquilidade de contar com um auxílio em caso de problemas.

A cobertura inclui diferentes auxílios, como despesas farmacêuticas, remarcação de passagens para regresso, localização e indenização no caso de extravio de bagagem, despesas jurídicas, entre outros. 

Essas e as mais de 150 outras APIs são estruturadas para facilitar o acesso e garantir a eficácia. O marketplace da GR1D Insurance oferece também velocidade e facilidade de conexão, assertividade na busca da API ideal e diminuição de retrabalho e erros. 

Com tantos benefícios, a GR1D garante a diversidade de produtos, facilita a venda de novos serviços e o aumento de receita. 

Para saber mais sobre o marketplace da GR1D, continue acompanhando o Trends.