Inovação

Computação em nuvem: que previsões esperar para 2021?

A nuvem é e continua sendo uma das tecnologias essenciais para a recuperação da pandemia do vírus COVID-19.  

Segundo o mais recente relatório da Forrester, Now Predictions 2021: Cloud Computing, a crise deixou claro que a computação em nuvem era a única forma de possibilitar o home office, além de permitir que as cadeias de abastecimento globais continuassem funcionando e novos modelos de negócios pudessem ser criados em apenas algumas semanas. 

O ano passou, mas a pandemia continua forte, e quem ainda manteve seus negócios de forma tradicional ou era resistente em migrar para a nuvem acabará sendo obrigado a fazer isso em 2021. Esta adoção em massa aumentará a receita do provedor de cloud e, consequentemente, o valor comercial no próximo ano. 

O relatório ainda afirma que grandes nomes da nuvem, como a AWS, Azure, Google Cloud e Alibaba devem crescer ainda mais em 2021. Além disso, até o final de 2021, 60% das empresas aproveitarão contêineres em plataformas de nuvem pública e 25% de desenvolvedores irão contar com a arquitetura serverless.

Mas o que mais o relatório fala sobre o futuro da nuvem, e que previsões podemos aguardar para um futuro próximo? Confira agora!

Velocidade e experiência do cliente como prioridades

Como dissemos na introdução, a nuvem pública foi fundamental na adaptação das empresas à pandemia, permitindo, de forma bastante rápida, a criação de novos modelos de negócios e o desenvolvimento de novos aplicativos. Apenas assim os milhões de profissionais ao redor do mundo puderam se manter conectados.

O fato é que quem estava um pouco mais preparado digitalmente decidiu priorizar a velocidade e a experiência do cliente (CX) no lugar da economia de custos, o que resultou na migração massiva para a nuvem pública. 

Neste cenário, o relatório da Forrester cita alguns exemplos:

  • A empresa Modena usou a AWS para acelerar a pesquisa pela vacina da COVID-19;
  • A Etsy usou a nova infraestrutura do Google Cloud para lidar com o pico de comércio eletrônico causado pelo coronavírus.

Muitos meses desde o início da pandemia, mas sem uma visão próxima até seu fim, as quatro maiores nuvens públicas continuam registrando um crescimento acelerado, que resulta no lançamento de novos aplicativos para atender às demandas dos consumidores em constante evolução: AWS: 29%, Microsoft Azure: 47%, Google Cloud: 43% e Alibaba: 59%.

O relatório ainda prevê que a infraestrutura de nuvem pública global atingirá US$ 120 bilhões em 2021 e que a Alibaba Cloud passará para a terceira posição global, atrás apenas da AWS e Azure.

Disaster Recovery será fornecida pela nuvem 

Antes de 2020, poucas empresas haviam mudado suas operações de Disaster Recovery (recuperação de desastres) para a nuvem pública por vários motivos, entre eles:  

  • Incompatibilidade de tecnologia de infraestrutura;
  • Segurança;
  • Networking;
  • Portabilidade de aplicativo;
  • Diferenças de licenciamento entre data center e tecnologias de nuvem, etc.

Contudo, a resiliência se mostrou fundamental e os fornecedores de tecnologia de resiliência puderam superar os desafios. 

Para 2021, a Forrester estimou que mais 20% das empresas farão a mudança de operações de DR para nuvem pública para diversos tipos de aplicativos de negócios. O que não significa que alguns serviços gerenciados de DR ou modelos de data center ficarão totalmente obsoletos, pois certos aplicativos e infraestruturas executados em pilhas proprietárias não podem ser recuperados na nuvem pública.

Aumento da tecnologia nativa na nuvem

Antes da pandemia, 19% dos desenvolvedores usavam tecnologia serverless e 22% usavam contêineres regularmente para criar e desenvolver software de aplicativo na nuvem.

Segundo o relatório da Forrester, atualmente cerca de 25% dos desenvolvedores não usam mais contêineres. Além disso, durante a recuperação da pandemia, a previsão é a de que haja uma aceleração dramática do consumo como uma forma de desenvolver aplicativos rapidamente. 

No final de 2021, o uso regular de contêineres será de 28%, e 25% dos desenvolvedores usarão regularmente a arquitetura serverless. O relatório também observou que a AWS tem uma participação maior no mercado serverless, e a Lambda, Azure, Google e Alibaba Cloud encontrarão uma demanda maior do que o esperado para FaaS (Função como serviço) e CaaS (Contêineres como serviço).

Governo vs. nuvem pública

Os principais fornecedores de nuvem e empresas multinacionais estão nos Estados Unidos ou na China, e cada um deles precisa lidar com as regulamentações do próprio país além das demais regiões também. 

Existe uma série de restrições, impostas pelos Estados Unidos, em relação às fornecedoras chinesas. Porém, apesar disso, os provedores locais têm lutado para combinar os fornecedores multinacionais de nuvem para estratégias como alcance global, ritmo de inovação e serviços de desenvolvimento. 

De acordo com a Forrester, em 2021, os regulamentos representarão um desafio para forçar os usuários da nuvem a decidir o que funcionará melhor e decidir se os diferentes parceiros da nuvem devem atender a cada região de negócios.

As compras permanecerão menores

Os marketplaces estão se tornando cada vez mais comuns, porém o cenário atual não permite extravagâncias. Nos mercados de SaaS, a maioria dos negócios são compras menores, com valores que variam de US$ 10 a US$ 300. 

De acordo com a Forrester, apenas o Docker Hub gratuito, entre todos os marketplaces de desenvolvimento, tem uma boa quantidade de usuários ativos. 

A previsão afirma que o mercado de tecnologia triplicará em 2021, mas mesmo assim será apenas cerca de 3% do que é gasto em relação a todos os tipos de tecnologia. Os marketplaces que alcançarem o sucesso continuarão a atrair mais ofertas, melhor avaliação e encontrarão maneiras de simplificar o gerenciamento de vários fornecedores.

Estas foram as previsões da Forrester relacionadas à nuvem. Para conferir mais conteúdos sobre estas e outras tecnologias, continue acompanhando os Trends da GR1D!