6 Tendências da tecnologia para saúde potencializadas na pandemia

O progresso tecnológico em healthcare tem ganhado mais força a cada dia. E isso acontece porque, quanto mais digitalizada a área se torna, mais benefícios todo o ecossistema recebe, incluindo profissionais, pacientes, seguradoras e hospitais.

E este grande investimento em tecnologia para saúde foi ainda mais intensificado durante a pandemia, com foco em todas as áreas, desde a análise de artigos científicos sobre coronavírus até a pesquisa de tomografias computadorizadas para sintomas de Covid-19. 

Mas, afinal, com tantas iniciativas e focos diferentes, quais tendências atuais poderão realmente gerar um impacto duradouro na indústria da saúde? Confira agora!



Telessaúde e monitoramento de pacientes

A telessaúde já era bastante popular em outras regiões do mundo, porém no Brasil ela ainda não era permitida, apesar de se mostrar uma forte tendência após o início da pandemia do novo coronavírus. 

Apenas no dia 15 de abril de 2020 o governo brasileiro sancionou a Lei 13.989, que regulamentou o uso da medicina a distância enquanto durar a crise em decorrência da COVID-19. Esta concessão só foi aberta porque muitos dos benefícios da telessaúde seriam fundamentais para a proteção tanto da população quanto dos profissionais de linha de frente naquele momento. 

Mas as vantagens da telessaúde não acabam com o fim da pandemia. Por meio deste tipo de atendimento é possível fazer diagnósticos simples e, assim, evitar uma ida à emergência, acessar a população que reside em lugares remotos, agilizar análises de exames e laudos, entre outros.

Além disso, esta tecnologia para saúde ainda pode ser a porta de entrada de outras áreas, como chatbot para responder a questões simples de healthcare, receituário eletrônico via assinatura digital, possibilidade de análise conjunta de exames e dados clínicos e muitas outras tendências.   



Cadeia de suprimentos farmacêutica

O ano de 2020 mostrou ao mundo, talvez pela primeira vez, a real importância dos investimentos em ciência e farmácia como principal forma de conter e minimizar os prejuízos da pandemia. E é claro que criar uma vacina que fosse eficiente na contenção do vírus era fundamental, mas o trabalho não terminava aí. Ainda era necessário produzir e entregar bilhões de doses ao redor do planeta. 

Os aprendizados atuais estão abrindo precedentes na criação de inúmeras tendências futuras. Em relação à logística, algumas empresas já estão usando inteligência artificial e machine learning, que fornecem visibilidade e insights incomparáveis de toda cadeia de suprimentos.

Além disso, duas provedoras de serviços aéreos farmacêuticos, dnata e FedEx, criaram novos contêineres com temperatura controlada para a entrega contínua de medicamentos sensíveis ao clima.  

Já a PCI Pharma, provedora de soluções de terceirização biofarmacêutica e farmacêutica, criou uma plataforma digital alimentada por inteligência artificial que dá aos clientes uma visão em tempo real de suas cadeias de suprimentos clínicas e comerciais. Estes dados garantem que os líderes das empresas possam tomar decisões rápidas sobre ativos e inventário.

As iniciativas são inúmeras e em diversas áreas, e certamente serão fundamentais para mudar o modo como o mundo poderá encarar crises sanitárias futuras. 



Controle de infecções

A pandemia do novo coronavírus não foi a primeira enfrentada pela humanidade, mas foi a primeira com as diversas possibilidades de uso da tecnologia para saúde, principalmente no controle e monitoramento da doença. 

Após os primeiros casos de uma ‘pneumonia desconhecida’ que apareceram na China, países vizinhos já entraram em alerta e começaram a cruzar dados de sintomas e cuidados médicos e sanitários para controlar a própria população.

Em relação ao controle de infecções ao redor do mundo, a tecnologia foi usada de inúmeras maneiras, que vão desde o compartilhamento de dados e descobertas entre cientistas ao redor do mundo até alternativas menos ortodoxas, como a captura de dados de transações de cartões de crédito e drones para identificar possíveis focos de contaminação.

Para evitar o contágio a partir de ambientes contaminados, principalmente dentro de hospitais, a China começou a usar um robô da empresa UVD Robots que emite luz ultravioleta a fim de exterminar bactérias e vírus que estejam no ambiente. Já o governo de Cingapura também investiu em robôs, mas, dessa vez, para ajudar as equipes de limpeza a alcançar áreas difíceis de limpar.

 Assim como muitas das iniciativas atuais tiveram início durante o surto de Sars na China em 2002, muitas tendências tecnológicas criadas e utilizadas agora irão impactar a forma como o mundo lida com novas ameaças como a da COVID-19.  



Transmissão de dados do paciente e segurança

Como já deve ter ficado claro até agora, a tecnologia para saúde foi fundamental para conter a transmissão da COVID-19, e ela tem sido usada de muitas formas diferentes. 

Até mesmo para a troca de dados entre paciente e profissional nós já citamos algumas tendências, como a coleta de dados a partir de dispositivos vestíveis, atendimento médico a distância, prontuário eletrônico, análise de laudos e exames on-line, entre outros. 

Contudo, quanto mais aumentam os investimentos em tecnologia para saúde, crescem também os perigos em relação ao crime cibernético. Ou seja, a segurança digital torna-se uma necessidade atual e urgente, que só pode ser conquistada por meio de uma gestão eficiente, profissionais habilitados e mudança cultural tanto da população quanto do ecossistema médico.    



Internet of Medical Things (IoMT)

De acordo com esta pesquisa, publicada pela All The Research, o mercado global de Internet of Medical Things (IoMT) foi avaliado em US$ 44,5 bilhões em 2018 e deve atingir US$ 254,2 bilhões em 2026, com um crescimento de 24,4% durante o período de previsão (2016-2026).

Assim como acontece nos demais usos da IoT, esta tecnologia, quando utilizada em healthcare, envia dados em tempo real sobre a saúde dos pacientes, possibilitando um monitoramento preciso e muito mais barato, mesmo a distância.

Seu crescimento tem sido grande nos últimos tempos porque está sendo impulsionado, também, pela crescente adoção de sensores presentes em dispositivos wearables ou standalone. Além disso, a preocupação pela saúde e boa forma também tem aumentado entre a população, o que aumenta a procura pela tecnologia IoMT. 

Atualmente, a Internet of Medical Things já permite diagnósticos mais precisos e menores custos de atendimento, já que pode ser feito a distância por meio do envio de dados de saúde aos médicos. E as expectativas são muito grandes, desde que profissionais desenvolvam habilidades em relação à tecnologia e que esta troca de informações sensíveis esteja sempre protegida sob ferramentas modernas de cibersegurança.



Diagnósticos

A crescente presença de startups no ecossistema médico tem criado diversas iniciativas focadas em entregar aos diagnósticos mais rapidez e precisão com menos custos envolvidos. Softwares inteligentes, por exemplo, já estão sendo usados na análise de tumores e ajudando na identificação de diagnósticos rápidos e posterior encaminhamento do paciente para o melhor tratamento. 

Já sistemas baseados em inteligência artificial conseguem analisar radiografias, comparar as imagens com um vasto banco de dados e enviar para os profissionais um diagnóstico rápido e preciso de hemorragia intracraniana, ou início de infecção por COVID-19, por exemplo.

Estes foram apenas alguns usos da tecnologia para saúde. E se você se interessou por este conteúdo e quer se aprofundar ainda mais sobre que empresas estão à frente das principais inovações, leia esta publicação da CB Insights!