Finance

Tecnologias para o setor financeiro intensificadas na pandemia

A transformação digital nos bancos e instituições tem sido amplamente acelerada nos últimos anos. Contudo, a pandemia da Covid-19 potencializou ainda mais o uso de tecnologia para o setor financeiro

O incentivo à mobilidade nos serviços financeiros, surgimento das fintechs e Big Techs, adoção do PIX, todos estes e muitos outros assuntos já foram bastante abordados de uma forma geral. Contudo, como tem sido esse desenvolvimento no Brasil? E de que forma o uso de APIs pode ajudar as empresas do ecossistema financeiro a acelerarem a adoção digital?

Entenda mais lendo o post a seguir! 

Covid-19 acelera a procura por bancos digitais  

Segundo a reportagem 24 Industries & Technologies That Will Shape The Post-Virus World, da CB Insights, para muitos consumidores, sobretudo os que fazem parte da geração X ou Baby Boomers, ainda existe bastante insegurança de confiar suas finanças em aplicativos de bancos digitais.

Porém, com as exigências de distanciamento social e medo do contágio, esta se tornou, muitas vezes, a única forma de fazer movimentações financeiras sem entrar com contato com funcionários ou agências. 

No Brasil, desde o início da pandemia, o Mercado Pago notou a presença de 3,5 milhões de novos clientes e um crescimento de 60% em relação ao pagamento de contas on-line. Já o Nubank disse que cerca de 30 mil pessoas acima de 60 anos abriram contas todos os meses desde março. 

O C6 Bank, por sua vez, fez uma pesquisa com a população acima de 55 anos e afirmou que:

  • 42% das pessoas começaram a usar canais digitais durante a pandemia;
  • 45% não estão mais indo às agências e 
  • 40% diminuíram o uso de dinheiro físico. 

Estes dados mostram claramente que a pandemia da Covid-19 tem favorecido e muito a busca por tecnologia para o setor financeiro, principalmente pelo público que ainda sentia certa desconfiança. 

Além disso, é esta ampla aceitação, somada à flexibilização dos regulamentos que envolvem as fintechs e bancos digitais, que dará combustível ao crescimento sustentável de novas empresas e trará ainda mais inovação ao setor.

Tecnologia contactless tem maior aceitação durante pandemia 

O aumento da preocupação com o contato físico, que cresceu durante a pandemia da Covid-19, tem favorecido a adoção a longo prazo de opções de pagamento contactless.

Assim como aconteceu com os bancos digitais, o que potencializou a utilização desta tecnologia para o setor financeiro foi o medo em relação às interações em filas e a necessidade de agilizar pagamentos. 

De acordo com o relatório da CB Insights, empresas que ainda não haviam investido em opções de pagamento sem contato em seus sistemas de ponto de venda antes da Covid-19 começaram a fazer isso em 2020. Nos Estados Unidos, por exemplo, a rede de supermercados Publix anunciou que agora aceita Apple Pay e outros métodos de pagamento contactless.  

O setor de pequenas empresas também aumentou a adoção de opções sem contato. Enquanto 40% das PMEs permaneceram não operacionais durante o lockdown, 27% daquelas que ficaram ativas relataram um aumento nos pagamentos contactless feitos via smartphones e cartões. 

No Brasil, os pagamentos sem contato aumentaram 40% nos primeiros meses de 2020. Dentre as modalidades escolhidas pelos consumidores, 65% têm optado pelos cartões de crédito, mas o débito também tem se mostrado uma escolha cada vez mais comum. 

Além disso, recentemente o limite das transações contactless sofreu um aumento de R$ 50,00 para R$ 100,00, outro fator que pode contribuir com o maior uso desta tecnologia.

Com a infraestrutura já instalada e os consumidores com ampla oportunidade de testar a nova tecnologia, é bem provável que este tipo de pagamento torne-se uma norma social.

A comercialização dos Seguros Paramétricos será mais popular     

O seguro paramétrico, ou seguro de índice, funciona baseado na definição de parâmetros para a ocorrência de eventos naturais. Caso o índice paramétrico estipulado seja alcançado ou excedido, a cobertura da apólice pode ser acionada.

Fonte: Sindicato das Seguradoras do RS

Segundo o relatório da CB Insights, as apólices de seguro paramétrico são bastante desafiadoras por conta das dificuldades em relação à modelagem precisa do risco financeiro durante catástrofes naturais. No entanto, a pandemia da Covid-19 colocou em foco a necessidade do seguro paramétrico ao redor do mundo e também no Brasil.

Um dos exemplos apontados no relatório aconteceu durante o torneio de Wimbledon. Depois do anúncio de que o evento teria de ser cancelado, surgiram relatos de que os organizadores do campeonato de tênis haviam pago aproximadamente US$ 1,9 milhão por ano desde 2003 para seguro contra pandemia após o surto de SARS. Agora espera-se que o Wimbledon receba um grande pagamento de aproximadamente US$ 142 milhões pelo cancelamento do evento de 2020.

A demanda por cobertura de seguro Covid-19 se intensificou nos últimos meses. No entanto, comercializar essas apólices é difícil para as seguradoras, uma vez que o acesso a dados confiáveis ​​sobre as taxas de infecção ou morte são muito difíceis, tornando quase impossíveis o cálculo preciso de riscos.

No Brasil os seguros paramétricos têm sido bastante utilizados no lugar do seguro rural. Em meses com níveis de chuva acima do normal, que ultrapassem o índice acordado entre cliente e seguradora, poderá haver uma indenização.  

É comum também a contratação deste tipo de seguro para escassez de chuva, mas existe um grande leque de oportunidades que podem beneficiar a produção rural brasileira. A partir de 2021, os seguros paramétricos já poderão ser estendidos para modalidades agrícola, pecuária, aquícola e florestal.

O papel das APIs na tecnologia para o setor financeiro

Com a ampla aceitação do uso de tecnologia para o setor financeiro, este tipo de investimento tem se tornando uma prioridade ainda maior conforme os meses vão passando. A concorrência não dá trégua e, sem nenhum tipo de “luz no fim do túnel” em relação à cura da Covid-19, os consumidores irão optar pelas empresas que oferecerem pagamentos contactless ou serviços digitais.

A melhor forma de acelerar a transformação digital é contar com um marketplace de APIs confiável e que ofereça aplicações seguras, de fácil integração e que realmente possam facilitar a criação de novos modelos de negócios. 

A GR1D criou a primeira plataforma de comercialização de APIs do Brasil com aplicações destinadas para o setor financeiro e de seguros. Além disso, ela oferece diversas APIs coringa de verificação de dados, como a RG Compline, ou a Boleto simples, que gerencia pagamentos com agilidade.

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