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Futuro pós COVID-19: como o coronavírus vai mudar a vida das pessoas?

A pandemia vem transformando o mundo como o conhecemos. Muito do que antes era tido como padrão deixará de ser no futuro pós COVID-19. Hábitos de consumo online, cuidados extras com higiene e limpeza e trabalho remoto são apenas algumas das mudanças que vieram para ficar.

Além dessas, outras tendências e projeções já foram mapeadas. Recentemente, a Allianz divulgou um levantamento que mostra como a vida das pessoas será afetada depois da pandemia. Liderado pelo futurologista Ray Hammond, o estudo apresenta conclusões interessantes para os setores de saúde, mobilidade pessoal, experiência de viagens e casa do futuro.

Neste artigo, apresentamos as principais projeções do estudo. Confira!

Casa do Futuro

A pandemia da COVID-19 acelerou mudanças dentro das casas, conferindo a elas um novo papel. 

Antes do coronavírus, trabalhar em casa era a exceção. No futuro pós-COVID-19, se tornará cada vez mais a norma para atividades que o permitem. Com isso, a casa deixa de se tornar apenas um lugar para momentos de lazer, passando a ser um centro de trabalhos e de aprendizagem. As pessoas passarão mais tempo em casa.

Além disso, a casa do futuro também será transformada em uma fortaleza digital com sensores inteligentes, detectores, pontos de entrega de correio e até mesmo monitoramento de saúde integrado. Equipamentos de diagnóstico eletrônico e aplicativos irão permitir a segurança e a independência das pessoas.

No futuro pós COVID-19, a casa será um local onde as pessoas irão receber atendimento médico e equipamentos e serviços para idosos. A longo prazo, algumas famílias podem optar por criar espaço em casa para o cuidado de um familiar idoso. 

A resposta do setor de saúde será diferente

Com a experiência da pandemia de 2020, o setor de saúde estará mais preparado para lidar com qualquer novo risco para a saúde pública. A sociedade vai exigir dos governos mais investimentos em saúde. Além disso, a cadeia de suprimentos médicos também deve ser melhorada, garantindo maior rapidez no acesso a remédios e equipamentos.

Na medida do possível, tanto médicos quanto pacientes darão continuidade às consultas remotas de rotina online. A tendência é que a tecnologia digital de saúde se tornará a norma, com a rápida adoção de dispositivos de saúde vestíveis.

A chegada da pandemia e o subsequente bloqueio produziu um aumento acentuado nos relatórios de pacientes com problemas de saúde mental, como luto, aumento da ansiedade e depressão. 

Infelizmente, a projeção é de que as consequências para a saúde mental da população durarão mais do que a própria pandemia. Desse modo, a tendência é que os profissionais continuem com o aconselhamento remoto que permite um melhor acompanhamento médico de longo prazo para aqueles que mais sofreram. 

Mobilidade pessoal

O uso de "máscaras inteligentes" tornará possível identificar as pessoas que estão doentes. Ainda assim, muitas pessoas vão repensar sua mobilidade. Com a possibilidade de comprar itens online com facilidade e rapidez e o home office sendo adotado, muitos vão se perguntar se faz sentido ter um carro. 

No futuro pós COVID-19, a tendência de aluguel de automóveis de curto prazo e de compartilhamento de carros deve ser intensificada.

Além disso, pessoas em todo o mundo vêm adotando maciçamente a bicicleta ao passo que, nos últimos meses, milhares de quilômetros de novas ciclovias foram construídos em cidades que estavam sendo fechadas para tráfego. 

Neste contexto, novos modos de micromobilidade, como bicicletas, e-skates e e-scooters (compartilhados e próprios), devem ganhar adesão e popularidade.

Para este novo cenário, as autoridades terão que fornecer pontos de recarga, construir mais ciclovias e regulamentar o uso. É preciso definir, por exemplo, modelos de seguro, limites de velocidade e outras regras de higiene e segurança.

A experiência de viagem nunca mais será a mesma

Com a pandemia do coronavírus, a indústria de viagens parou. Aviões permaneceram no solo, serviços de trem foram reduzidos, os navios de cruzeiro deixaram de atracar por causa de passageiros infectados. Além disso, restaurantes e hotéis tiveram que fechar por causa de medidas sanitárias.

No cenário pós pandemia, o setor de turismo deve inaugurar uma nova era de precaução com menos espontaneidade e mais proteção contra vírus. Estima-se que viagens curtas e viagens aéreas domésticas irão se recuperar primeiro. Contudo, o comportamento dos viajantes deve mudar, incluindo o uso de máscaras faciais durante a viagem e a despedida de entes queridos fora do aeroporto. 

Em alguns casos, pontes de jato para aviões serão usadas como um “túnel de desinfetante”. As companhias aéreas também devem reduzir o número de malas de bordo, para acelerar o embarque e reduzir o risco de contaminação, além de diminuir ou suspender os alimentos e serviços de bebidas.

A indústria de cruzeiros já é considerada uma das mais afetadas. Isso porque ninguém tem uma visão clara de como os cruzeiros podem ser organizados respeitando o distanciamento social e, sobretudo, a quarentena de viajantes doentes para evitar contaminação. 

Enquanto os restaurantes mantêm o funcionamento por menos dias, com um número menor de mesas e menus bastante simplificados, os serviços de entrega e pedidos take-away por aplicativos de smartphone aumentam. 

Os pacotes de hotel com tudo incluído provavelmente serão redesenhados para remover a entrega de comida e bebida em estilo buffet e oferecer o serviço individualmente, com mesas distanciadas. 

Por fim, as viagens de negócios serão reconsideradas, uma vez que a pandemia mostrou que a gestão global de projetos pode ser feita por videoconferência, permitindo redução de custos financeiros e de emissões de gases de efeito estufa. Somente reuniões comerciais, exposições e eventos esportivos internacionais são suscetíveis de retomar aos níveis normais no futuro pós-COVID-19.

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