Finance

Autenticação: como garantir a segurança dos dados?

Você sabe por que é importante garantir a autenticação das informações de pagamento? Atualmente, o sistema financeiro vem sendo impactado pela transformação digital em curso. Nesse cenário, os processos de autenticação também estão sendo repensados pelas empresas e pelos clientes. Afinal, de tempos em tempos, roubos e violações de dados tomam as manchetes no Brasil e no mundo. 

Mas as inovações tecnológicas vêm, justamente, para mudar a forma como as empresas protegem os dados dos seus clientes e otimizam a experiência que eles têm com as instituições financeiras. Mesmo assim, as preocupações com as possibilidades de vazamento de dados ainda são uma realidade. No post de hoje, vamos explicar por que a segurança dessas informações é importante e como garantir a proteção dos dados. Confira a seguir! 


Qual a importância de investir em segurança e autenticação?

A segurança de dados é importante para qualquer setor, especialmente para instituições financeiras e grandes empresas. Os consumidores estão cada vez mais preocupados com a segurança de dados, principalmente depois da criação da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Por isso, eles estão também mais exigentes quanto aos mecanismos usados pelas empresas em relação aos seus dados. 

Nesse sentido, o uso de senhas complexas, por exemplo, é algo que pode ser repensado pelas instituições financeiras, mesmo que esse método de autenticação seja usado há bastante tempo. Isso porque os clientes frequentemente se frustram por esquecer as senhas. Somado a isso, os constantes ataques de hackers de que se tem notícia deixam os consumidores inseguros.

Assim, uma aposta das empresas deve ser, justamente, a segurança e proteção de dados dos usuários.


A autenticação em dois fatores é uma alternativa?

Mais de 80% das violações de dados estão relacionadas a credenciais roubadas ou usadas de maneira indevida. Por esse motivo, os bancos e as grandes empresas devem adaptar suas estratégias de segurança. Isso envolve, inclusive, focar as atenções no momento em que os usuários (colaboradores e clientes) fazem login em seus portais digitais. O recomendado é que as instituições façam avaliações periódicas, principalmente se tratando de áreas de alto risco. 

Na busca por proteger os dados dos usuários, a autenticação em dois fatores (2FA) trouxe mais uma camada de proteção além das tradicionais senhas para preservar a identidade dos clientes. Ela pode se basear tanto em perguntas feitas para o usuário, em senhas únicas (OTPs) enviadas por SMS ou em comandos de voz. 

Mas, apesar de esse modelo de autenticação ter trazido benefícios para a segurança de dados, atualmente, a 2FA também sofre com o vazamento de informações, já que os processos de roubo de dados estão cada vez mais refinados. 


Como garantir a segurança dos dados?

O refinamento das técnicas de vazamento de dados tornou a autenticação em dois fatores insuficiente para proteger ao máximo as informações dos usuários. Mas, então, como as instituições financeiras e grandes empresas podem garantir a segurança até dos dados mais sensíveis e a identidade de seus clientes?

O primeiro passo é que as organizações precisam entender a necessidade de serem seletivas em relação aos tipos de autenticação aplicados em suas operações. O recomendado é que as OTPs sejam exclusivas de um único usuário. Ao mesmo tempo, é preciso evitar que elas sejam enviadas por SMS ou e-mail, por exemplo, que aumentam as chances de vazamento, por se tratarem de processos mais simples de autenticação

Outro modelo de autenticação a ser evitado é aquele que pede para o usuário clicar para aceitar ou não determinada solicitação. A melhor alternativa, nesse caso, é a autenticação por meio de reconhecimento de símbolos. Aqui, o cliente só consegue validar sua identidade se clicar em um símbolo, letra ou número em seu smartphone que seja o mesmo que aparece no computador. Essa maneira é mais segura do que o processo de autenticação simples, diminuindo consideravelmente a chance de invasão e roubo de dados. 


Como reforçar a segurança de dados?

Uma alternativa para as instituições financeiras reforçarem a segurança dos dados dos usuários é garantir que operações como redefinição de senha e desbloqueio de conta fiquem protegidas por meio da análise de risco avançada. Ela tem o objetivo de realizar a verificação do usuário e pode ser feita por meio de controles de acesso adaptáveis. 

Nesse caso, o método utilizado recebe o nome de autenticação adaptável. Esse modelo utiliza, por exemplo, a localização geográfica do usuário, bem como o reconhecimento de dispositivo e o endereço de IP do cliente. Tudo isso com o objetivo de evitar fraudes e roubos de informações pessoais.

Outra vantagem da autenticação adaptável é melhorar a experiência do usuário, por conta da otimização da usabilidade. Nesse modelo, as análises de risco são feitas em segundo plano para identificar possíveis tentativas de roubo de dados.  

Com todas as possibilidades de inovações tecnológicas para o sistema financeiro, as organizações devem aproveitar a transformação digital para refinar seus serviços bancários e garantir a segurança dos dados dos usuários. Isso tudo, claro, sem negligenciar a experiência dentro de suas plataformas. 

Com essas medidas, as instituições conseguem diminuir muito a chance de roubos de dados e as invasões virtuais, além de conseguirem detectar com mais facilidade violações nos sistemas.

Da mesma forma que os criminosos cibernéticos estão aplicando técnicas cada vez mais refinadas para driblar medidas de segurança e roubar dados, as instituições precisam proteger seu sistema financeiro. Então, é preciso se aprofundar nas novidades trazidas pela transformação digital e adaptar os processos da empresa às novas tecnologias

O que você achou deste artigo? Para mais conteúdos como este, continue lendo o nosso blog!