Finance

A chegada das Big Techs nos serviços financeiros

As Big Techs, desde antes da grande fama e importância que têm hoje, foram criadas com o principal intuito de mudar a forma como as coisas sempre foram feitas. Aproveitando os benefícios da transformação digital, essas empresas usaram as novas tecnologias com maestria para entregar um serviço único, inovador e amplamente escalável. 

Agora as gigantes da tecnologia - Amazon, Google, Microsoft, Apple e Facebook -, assim como outras empresas tão importantes quanto, mas de outras nacionalidades, como a Alibaba, querem apostar em um mercado secular: os serviços financeiros

É claro que cada uma delas tem uma perspectiva diferente. Empresas de comércio eletrônico como Amazon e Alibaba têm como foco a criação de uma experiência de cliente sem atrito, com o uso de dados do cliente para melhor gerenciar o risco de crédito e o capital de giro, por exemplo.

Já a Microsoft, Apple e Google são especialistas em aplicativos e dados, entrando na computação em nuvem financeira a partir de uma perspectiva de tecnologia e gerenciamento de dados.

Mas como ficam os serviços financeiros com a chegada das Big Techs? E as instituições financeiras, como estão lidando com a entrada das gigantes da tecnologia? Descubra todas estas informações no post a seguir!  

O que querem as Big Techs?

As Big Techs, também conhecidas como Big Five ou Tech Giants, só cresceram tanto porque continuam, constantemente, buscando inovação tecnológica para criar serviços e produtos de acordo com as necessidades dos consumidores.

No entanto, esta busca deve ser incessante para que as empresas consigam se manter relevantes em um mercado tão concorrido. E os serviços financeiros, por ainda se manterem fiéis à prestação de serviços tradicionais, têm muito a ganhar com mais disrupção e tecnologia e oferecer a agilidade, precisão e fluidez que os clientes realmente esperam.

Contudo, ao contrário do que muitos pensam, a presença das Big Techs no mercado financeiro não tem sido vista como fator de insegurança, mas sim com uma nova oportunidade.

De acordo com este relatório da KPMG, 26% das instituições financeiras já estão fazendo parceria com um ou mais gigantes da tecnologia, e outros 27% relatam que planejam estabelecer essas parcerias nos próximos 12 meses.

Estas parcerias são duplamente vantajosas: por um lado as Big Techs chegam com investimento contínuo em tecnologia, expertise e eficiência no armazenamento, manipulação e análise de dados. Já as instituições financeiras entram com a segurança e confiança de uma base de clientes consolidada.

Outro fator que tranquiliza os executivos à frente de instituições financeiras é que as Big Techs não têm o objetivo de se tornarem um banco ou organização similar. As gigantes tecnológicas apenas querem adicionar novas funções aos serviços bancários já existentes, mas sem se envolver na burocracia que existe no setor.  

Novas parcerias com Big Techs: uma nova oportunidade 

Como dissemos acima, a chegada das gigantes da tecnologia ao mercado financeiro oferece vantagens tanto para as Big Techs, quanto para as instituições financeiras. Ao examinar possíveis parcerias, as instituições financeiras devem considerar algumas afirmações:

Vantagens para todos os lados 

As Big Techs têm financiamento, escala e capacidade para apoiar e acelerar a transformação digital de empresas legadas. Estas parcerias colaborativas podem resultar em benefícios significativos para todas as partes.

Educação é fundamental 

Para abraçar totalmente as parcerias, os líderes das instituições financeiras devem compreender as tecnologias novas e em evolução. Somente a partir deste conhecimento é possível avaliar melhor as oportunidades que essas tecnologias apresentam, os possíveis impactos nos modelos de negócios e operacionais e a melhor estratégica para a organização.

O modelo de negócios será impactado 

As equipes de inovação precisam pensar nos impactos das novas tecnologias no modelo de negócios, bem como nas oportunidades de transformação criadas por meio da colaboração com Big Techs. As equipes podem impulsionar o sucesso rapidamente por meio de novos serviços, produtos e mercados, capacitadas pelo acesso aos dados e APIs certos.

A estratégia de dados da instituição deve ser repensada 

De acordo com este post da KPMG, até 50% do custo de gerenciamento e armazenamento de dados podem ser reduzidos trabalhando com empresas de tecnologia ou colaborando com provedores de nuvem fintech. Repensar o armazenamento de dados não apenas reduz custos, mas também os riscos ligados aos processos físicos e tradicionais. 

Não é uma novidade que a transformação digital tem mudado todas as esferas da sociedade. No entanto, é necessário mudar também as empresas tradicionais para acomodar as oportunidades e desafios criados por novas tecnologias e as necessidades dos clientes em evolução.

O primeiro passo de uma transformação ou parceria de sucesso é começar pela mudança de mindset: mesmo as empresas que sempre funcionaram em processos convencionais precisarão evoluir para continuar no mercado. É necessário aceitar que a tecnologia se tornou e continuará sendo parte integrante da prestação de serviços financeiros.

Adaptar-se a esta nova realidade é a melhor forma de garantir competitividade, maior fidelização de clientes, serviços centrados no cliente, personalizados e ágeis, entre outros. E se para conquistar isso for necessário buscar parcerias com uma Big Tech, por que não?

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